Sobre Ricardo Gomes no São Paulo
Virou mania de cronista cravar se alguém vai dar certo ou não, palpitar quem ganha tal jogo, acertar escalação da Seleção. Estão todos bancando os videntes. Quando os jornalistas escrevem em primeira pessoa, estão mais preocupados em instigar torcedores e suas rivalidades do que analisar a situação em questão.
Por exemplo: colocar em xeque o sucesso de Ricardo Gomes no São Paulo. Deixem o homem trabalhar! Há tantos outros técnicos com mercado no Brasil que não ganham um título de expressão há algum tempo - que o digam Celso Roth, Leão e Dorival Junior. Se Ricardo Gomes só tem uma Copa da França e um Nordestão, pelo menos ainda tem muita estrada - ele tem 44 anos. O próprio Muricy foi ganhar seu primeiro Estadual aos 45 (o Pernambucano de 2001, pelo Náutico).
Deixando a incoerente demissão do Muricy de lado - deve haver muito mais motivos do que a eliminação na Libertadores - eu achei coerente a contratação do Ricardo Gomes, dentro da linha de que o São Paulo afirma seguir. Não cabe no CT da Barra Funda treinador corneteiro, folclórico, daqueles que falam de arbitragem em toda coletiva e que não ficam mais do que seis meses em cada clube. Gomes é da linhagem de boleiros diferenciados - intelectualmente falando - que inclui seus amigos Raí, Leonardo, além de Alex e Kaká.
Se eu fosse são-paulino, ficaria animado com o que disse o novo treinador em sua primeira coletiva. Postura o cara parece ter. Se saberá fazer o time jogar, aí só o tempo dirá. Mas estamos precisando de gente como ele nas coletivas, que pare de falar de arbitragem ou de cair em provocações.
Para finalizar, aí sim, aqui vale corneta, como eu escalaria o Tricolor no 4-4-2, que será o esquema que Ricardo Gomes irá implantar. Com três volantes e Dagoberto na ligação: Denis; Zé Luís, André Dias, Miranda e Junior César; Jean, Richarlyson, Hernanes e Dagoberto; Borges e Washington. Jorge Wagner é o 12º jogador. E o time não precisa contratar um quarto-zagueiro para suprir a saída de Miranda. Eu apostaria em Aislan. E você?
24 de jun. de 2009
7 de mai. de 2009
brasileirão 2009
Brasileirão sensacional
O cenário é animador: três dos quatro atacantes do Brasil na Copa de 2006 jogarão este ano no Campeonato Brasileiro. Ronaldo (COR), Adriano (FLA) e Fred (FLU). Tem mais: todos os times tem um craque (ou mais) pra chamar de seu. Quer ver?
Atlético Mineiro e seu artilheiro Diego Tardelli.
Atlético Paranaense: o He-Man Rafael Moura. Quem diria?
O Avaí e seu ídolo local, Evando.
Barueri pode ter Cafu. Já tem o ótimo goleiro Renê e o artilheiro Pedrão.
Botafogo e o surpreendente Maicosuel.
Corinthians? Hum... Fenomenal...
Coritiba e seus canhotos da Paraíba: Carlinhos e Marcelinho.
O Cruzeiro, além do cracaço Ramires, tem o Gladiador Kléber e um revigorado Athirson.
Há um Imperador chegando na Gávea. Se jogar o que jogou no São Paulo, já vale.
No Flu, Fred é candidato à artilharia.
Iarley, campeão do mundo pelo Inter, é o cara no Goiás.
Maxi López, do Grêmio, foi campeão da Liga dos Campeões (2005/06) ao lado do tricolor Ronaldinho Gaúcho.
No Internacional, a lista é imensa: Guiñazu, D´Alessandro, Nilmar...
Carlinhos Bala ainda tem fôlego pra correr pelo Náutico.
Palmeiras: Diego Souza, no atropelo; Keirrison, no faro de gol. Cleiton Xavier comendo pelas beiradas.
Marcelino Carioca não empresta apenas nome ao Santo André. Ainda chuta bem.
Neymar ainda precisa justificar a badalação no Santos. Kléber Pereira, se ficar, não.
Enquanto Rogério Ceni se recupera, Hernanes tem bola pra voltar a arrebentar. E Borges confere, sempre.
O Sport tem Paulo Baier, o artilheiro da era dos pontos corridos.
No Vitória, uma legião de ídolos que retornam: Apodi, Leandro Domingues e Nadson se juntam a Jackson e Ramon.
Vai ser bom demais!
O cenário é animador: três dos quatro atacantes do Brasil na Copa de 2006 jogarão este ano no Campeonato Brasileiro. Ronaldo (COR), Adriano (FLA) e Fred (FLU). Tem mais: todos os times tem um craque (ou mais) pra chamar de seu. Quer ver?
Atlético Mineiro e seu artilheiro Diego Tardelli.
Atlético Paranaense: o He-Man Rafael Moura. Quem diria?
O Avaí e seu ídolo local, Evando.
Barueri pode ter Cafu. Já tem o ótimo goleiro Renê e o artilheiro Pedrão.
Botafogo e o surpreendente Maicosuel.
Corinthians? Hum... Fenomenal...
Coritiba e seus canhotos da Paraíba: Carlinhos e Marcelinho.
O Cruzeiro, além do cracaço Ramires, tem o Gladiador Kléber e um revigorado Athirson.
Há um Imperador chegando na Gávea. Se jogar o que jogou no São Paulo, já vale.
No Flu, Fred é candidato à artilharia.
Iarley, campeão do mundo pelo Inter, é o cara no Goiás.
Maxi López, do Grêmio, foi campeão da Liga dos Campeões (2005/06) ao lado do tricolor Ronaldinho Gaúcho.
No Internacional, a lista é imensa: Guiñazu, D´Alessandro, Nilmar...
Carlinhos Bala ainda tem fôlego pra correr pelo Náutico.
Palmeiras: Diego Souza, no atropelo; Keirrison, no faro de gol. Cleiton Xavier comendo pelas beiradas.
Marcelino Carioca não empresta apenas nome ao Santo André. Ainda chuta bem.
Neymar ainda precisa justificar a badalação no Santos. Kléber Pereira, se ficar, não.
Enquanto Rogério Ceni se recupera, Hernanes tem bola pra voltar a arrebentar. E Borges confere, sempre.
O Sport tem Paulo Baier, o artilheiro da era dos pontos corridos.
No Vitória, uma legião de ídolos que retornam: Apodi, Leandro Domingues e Nadson se juntam a Jackson e Ramon.
Vai ser bom demais!
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brasileirão 2009
27 de mar. de 2009
nas bancas
A primeira
É a edição 8 de Gol FC, mas a primeira editada por mim. Tem boas exclusivas de Hernanes e Keirrison, os dois melhores jogadores em atividade no Brasil. Charge do Gustavo Duarte, que dispensa apresentações. Numa banca perto de você! (rs)
Destaco a entrevista que fiz com Tostão. Um privilégio e tanto.
A capa (sensacional) é de Wilson Monaco Jr.
É a edição 8 de Gol FC, mas a primeira editada por mim. Tem boas exclusivas de Hernanes e Keirrison, os dois melhores jogadores em atividade no Brasil. Charge do Gustavo Duarte, que dispensa apresentações. Numa banca perto de você! (rs)
Destaco a entrevista que fiz com Tostão. Um privilégio e tanto.
A capa (sensacional) é de Wilson Monaco Jr.
13 de mar. de 2009
gols do fenômeno
Extraordinário
O que Ronaldo fez em seus dois últimos jogos, qualquer bom atacante faz. Não houve nada de extraordinário.
Extraorinário, fenomenal, é ele fazer isso estando fora de forma.
Só ele, Romário e mais uns poucos.
Foto: reprodução Abril.com
O que Ronaldo fez em seus dois últimos jogos, qualquer bom atacante faz. Não houve nada de extraordinário.Extraorinário, fenomenal, é ele fazer isso estando fora de forma.
Só ele, Romário e mais uns poucos.
Foto: reprodução Abril.com
sumi, eu sei
Ralando, ralando...
O sumiço não é pela filhota (que completa um mês hoje). Ela é um anjo, dá pouco trabalho...
É que tenho trabalhado, em média, umas 11 horas por dia... Ralando por um desafio que me foi confiado no trampo. Logo fica pronto.
Por aqui, mesmo que esporadicamente, deixo uma notinha, que seja.
O sumiço não é pela filhota (que completa um mês hoje). Ela é um anjo, dá pouco trabalho...
É que tenho trabalhado, em média, umas 11 horas por dia... Ralando por um desafio que me foi confiado no trampo. Logo fica pronto.
Por aqui, mesmo que esporadicamente, deixo uma notinha, que seja.
4 de mar. de 2009
jogo político em goiás
Ronaldo em Itumbiara
Atenção, isto não é uma afirmação, é uma pulga atrás da orelha: ou o Itumbiara é um clube de muita sorte ou o sorteio da Copa do Brasil teria dado uma mão zinha. Explico minha tese (só tese).
Receber o Corinthians em sua estréia na competição nacional, no ano do centenário da cidade, cujo prefeito banca o time, é prato cheio para subir ao palanque. Tanto que o Fenômeno já estava escalado a viajar a Goiás, mesmo que não tivesse condições de jogo. Duvide-o-dó que não vá posar ao lado de figuras políticas, receber homenagens, etc, etc...
Agora com a confirmação de que ficará no banco, a coisa saiu melhor do que a encomenda.
Atenção, isto não é uma afirmação, é uma pulga atrás da orelha: ou o Itumbiara é um clube de muita sorte ou o sorteio da Copa do Brasil teria dado uma mão zinha. Explico minha tese (só tese).
Receber o Corinthians em sua estréia na competição nacional, no ano do centenário da cidade, cujo prefeito banca o time, é prato cheio para subir ao palanque. Tanto que o Fenômeno já estava escalado a viajar a Goiás, mesmo que não tivesse condições de jogo. Duvide-o-dó que não vá posar ao lado de figuras políticas, receber homenagens, etc, etc...
Agora com a confirmação de que ficará no banco, a coisa saiu melhor do que a encomenda.
3 de mar. de 2009
brincalhão
Beckham melhor do que Kaká (!)
"Beckham é melhor tecnicamente e taticamente do que Kaká". A afirmação é do técnico do Milan, Carlo Ancelotti. Lendo as entrelinhas, dá pra entender o que ele quis dizer - sobre a leitura de jogo do inglês e sua disciplina tática. Mas, em tempos de cargo ameaçado, poderia ter pressentido a repercussão que a frase traria...
Se o ídolo gremista Renato Gaúcho já desponta como favorito à futura degola de Celso Roth, o mesmo acontece com Leonardo, pelos lados de Milão. Por enquanto, o negócio é esperar.
Foto: reprodução The Guardian
"Beckham é melhor tecnicamente e taticamente do que Kaká". A afirmação é do técnico do Milan, Carlo Ancelotti. Lendo as entrelinhas, dá pra entender o que ele quis dizer - sobre a leitura de jogo do inglês e sua disciplina tática. Mas, em tempos de cargo ameaçado, poderia ter pressentido a repercussão que a frase traria...Se o ídolo gremista Renato Gaúcho já desponta como favorito à futura degola de Celso Roth, o mesmo acontece com Leonardo, pelos lados de Milão. Por enquanto, o negócio é esperar.
Foto: reprodução The Guardian
24 de fev. de 2009
crise na gávea
Flamengo em apuros
O bom início de ano, contra os nanicos do Rio, foi enganador para o Flamengo. Perder para o Resende ajudou o clube a cair na real. Por falar em real, estima-se que a falta de grana atrapalhou. Afinal, salários e luvas atrasados é fato comum na Gávea e por mais comprometidos que estivessem os jogadores, a motivação não está de bolso cheio... Ou o lateral Juan reclamaria da corrida de 40 minutos estivesse com os vencimentos em dia? (foto)
Minha sugestão será ofensiva e humilhante para muitos torcedores, mas parece não ter outro jeito: os endividados têm que fazer um estágio com os clubes que pagam pontualmente. Aprender o que, em tese, não deveria ter segredo. Mas, se político honesto no Brasil é espécie em extinção, cartola competente idem.
Foto: reprodução GloboEsporte.com/Sportv
O bom início de ano, contra os nanicos do Rio, foi enganador para o Flamengo. Perder para o Resende ajudou o clube a cair na real. Por falar em real, estima-se que a falta de grana atrapalhou. Afinal, salários e luvas atrasados é fato comum na Gávea e por mais comprometidos que estivessem os jogadores, a motivação não está de bolso cheio... Ou o lateral Juan reclamaria da corrida de 40 minutos estivesse com os vencimentos em dia? (foto)Minha sugestão será ofensiva e humilhante para muitos torcedores, mas parece não ter outro jeito: os endividados têm que fazer um estágio com os clubes que pagam pontualmente. Aprender o que, em tese, não deveria ter segredo. Mas, se político honesto no Brasil é espécie em extinção, cartola competente idem.
Foto: reprodução GloboEsporte.com/Sportv
21 de fev. de 2009
carnaval
Sabadão animado
Ainda não descobri porque só Santos e Botafogo-SP jogam no domingo. O certo é que o sábado foi movimentado. Palmeiras e Cruzeiro perderam a condição de 100% - aqui o clichê vale porque foram várias rodadas. Se o Verdão empatou com a cada vez melhor Portuguesa, a Raposa, de mistão, ficou no 2 a 2 com o modesto Uberaba, que soube pressionar jogando em casa.
Assisti de rabo de olho o jogo do Corinthians. Souza continua devendo, assim como Douglas. E os dois gols de Elias só comprovam que ele é o cara da meiuca alvinegra.
Barueri e São Paulo vi na íntegra e enquanto digito ouço a coletiva de Muricy Ramalho. O rodízio do treinador tem dado trevo nos adversários, nos cronistas e até nos jogadores! Jorge Wagner entrou e resolveu o jogo. É intocável no time, como Ceni, André Dias, Miranda, Jean, Hernanes e Borges. O resto tem que pedalar.
E o Flamengo... Não vi o jogo, claro, estou em outro Estado e não tenho PFC. Mas imagino que tenha sido aquele tipo de partida que, quando o clube grande acordou, já era. O Rubro-Negro terá que ralar na Taça Rio para brigar pelo penta-tri.
Foto: Divulgação Vipcomm
Ainda não descobri porque só Santos e Botafogo-SP jogam no domingo. O certo é que o sábado foi movimentado. Palmeiras e Cruzeiro perderam a condição de 100% - aqui o clichê vale porque foram várias rodadas. Se o Verdão empatou com a cada vez melhor Portuguesa, a Raposa, de mistão, ficou no 2 a 2 com o modesto Uberaba, que soube pressionar jogando em casa.Assisti de rabo de olho o jogo do Corinthians. Souza continua devendo, assim como Douglas. E os dois gols de Elias só comprovam que ele é o cara da meiuca alvinegra.
Barueri e São Paulo vi na íntegra e enquanto digito ouço a coletiva de Muricy Ramalho. O rodízio do treinador tem dado trevo nos adversários, nos cronistas e até nos jogadores! Jorge Wagner entrou e resolveu o jogo. É intocável no time, como Ceni, André Dias, Miranda, Jean, Hernanes e Borges. O resto tem que pedalar.
E o Flamengo... Não vi o jogo, claro, estou em outro Estado e não tenho PFC. Mas imagino que tenha sido aquele tipo de partida que, quando o clube grande acordou, já era. O Rubro-Negro terá que ralar na Taça Rio para brigar pelo penta-tri.
Foto: Divulgação Vipcomm
20 de fev. de 2009
ana do papai
De volta!!!
Não no ritmo desejado, talvez sem fotos e fotomontagens no início, mas com o coração cheio de entusiasmo.
Pra (re)começar:
- a licença paternidade me poupou de comentar a violência no Morumbi. O tema torcida organizada me irrita. Não gosto de falar de um cara de gorro que pula o jogo inteiro, mas nem sabe a escalação do time. É claro que estou generalizando, mas esse estereótipo existe aos montes nos estádios brasileiros.
- apesar de a LDU ser encardida, Palmeiras e Sport vão adiante no Grupo 1 da Libertadores. O Leão da Ilha será como o Goiás de 2006, encantará na primeira fase e sucumbirá no mata-mata.
- o único erro permitido a Roberto Dinamite na presidência do Vasco era a inexperiência - como exemplo a ingenuidade de escalar jogador não publicado no BID. Mas suspeita de corrupção?!
- verdade seja dita: Rogério Ceni faz mais falta ao São Paulo hoje pela liderança, não pelo futebol. Ele continua excelente, mas Bosco é seguro e Jorge Wagner arrebenta na bola parada.
Não no ritmo desejado, talvez sem fotos e fotomontagens no início, mas com o coração cheio de entusiasmo.
Pra (re)começar:
- a licença paternidade me poupou de comentar a violência no Morumbi. O tema torcida organizada me irrita. Não gosto de falar de um cara de gorro que pula o jogo inteiro, mas nem sabe a escalação do time. É claro que estou generalizando, mas esse estereótipo existe aos montes nos estádios brasileiros.
- apesar de a LDU ser encardida, Palmeiras e Sport vão adiante no Grupo 1 da Libertadores. O Leão da Ilha será como o Goiás de 2006, encantará na primeira fase e sucumbirá no mata-mata.
- o único erro permitido a Roberto Dinamite na presidência do Vasco era a inexperiência - como exemplo a ingenuidade de escalar jogador não publicado no BID. Mas suspeita de corrupção?!
- verdade seja dita: Rogério Ceni faz mais falta ao São Paulo hoje pela liderança, não pelo futebol. Ele continua excelente, mas Bosco é seguro e Jorge Wagner arrebenta na bola parada.
12 de fev. de 2009
pausa pra ser feliz
Não me abandonem...
O afastamento temporário é mais do que justificável. Minha filha nasce nesta sexta-feira. Tenho me esforçado para manter o blog atualizado e talvez por isso eu tenha conseguido manter a média de 20 visitas por dia - uma merreca no mundo virtual, mas cada leitor é único e especial.
Volto já.
O afastamento temporário é mais do que justificável. Minha filha nasce nesta sexta-feira. Tenho me esforçado para manter o blog atualizado e talvez por isso eu tenha conseguido manter a média de 20 visitas por dia - uma merreca no mundo virtual, mas cada leitor é único e especial.
Volto já.
11 de fev. de 2009
novo uniforme do grêmio
Manto imortal
O Grêmio tem roupa nova para a temporada. E pode dar sorte, afinal, pois resgatou o tom celeste com que ganhou a Libertadores 1995, o Brasileirão 1996 e a Copa do Brasil 1997. Além de um simpático uniforme 2 com listras horizontais em branco e azul. A Puma foi feliz também na roupa do goleiro, um dourado que lembra taça, medalha, estrela.
Estiloso, o Tricolor, para brigar pela América.
Em tempo: não havia comentado os uniformes de Inter e Cruzeiro - iguais, por sinal, só mudando de cor. A Reebok mandou bem na limpeza dos modelos e o número no peito ficou bacana. Enquanto isso, o Flamengo continua malvestido de Fred Krueger.
Foto: divulgação
O Grêmio tem roupa nova para a temporada. E pode dar sorte, afinal, pois resgatou o tom celeste com que ganhou a Libertadores 1995, o Brasileirão 1996 e a Copa do Brasil 1997. Além de um simpático uniforme 2 com listras horizontais em branco e azul. A Puma foi feliz também na roupa do goleiro, um dourado que lembra taça, medalha, estrela.Estiloso, o Tricolor, para brigar pela América.
Em tempo: não havia comentado os uniformes de Inter e Cruzeiro - iguais, por sinal, só mudando de cor. A Reebok mandou bem na limpeza dos modelos e o número no peito ficou bacana. Enquanto isso, o Flamengo continua malvestido de Fred Krueger.
Foto: divulgação
10 de fev. de 2009
ah, dunga!
Emprego mais que garantido
A foto merecia ser de Robinho e Elano, protagonistas do jogo. Mas Dunga, pressionado pelo desemprego de Felipão na véspera, deu a resposta mais uma vez. É impressionante como a Seleção joga bem cada vez que seu treinador está na berlinda.
Não gostei da escalação de Felipe Melo, algo exagerado quando sabemos que Lucas também atua no futebol europeu. Mas Elano é mérito todo de Dunga. É titular de quase todo o 'mandato' do treinador e vem correspondendo. Joga solto, feliz, determinado. Robinho, o outro ícone dessa era, só ficou fora de um jogo. É titular absoluto e merece a confiança.
Sobre Felipão, fico com o colega Cosme Rímoli. Em seu blog no Uol, fez ótima conjectura sobre o afastamento de Scolari e Ricardo Teixeira.
Aproveitando: de olho no jogo, no trabalho, surgiu a discussão pró e contra Robinho. Uns o acham bad boy, inconstante. Outros, como eu, aplaudem a arte, a molecagem. Ele não frequenta minha casa, pouco me interessa sua vida extracampo. Para evitar contradição, lembro que há dias postei que ele precisa se cuidar para não deixar os polêmicos tabloides ingleses destruírem sua carreira. Isto é, para continuar fazendo jogadas como as de hoje. E o que foi aquela tabela com o Ronaldinho?! Viva o futebol brasileiro!!!
Foto: reprodução GloboEsporte.com (EFE)
A foto merecia ser de Robinho e Elano, protagonistas do jogo. Mas Dunga, pressionado pelo desemprego de Felipão na véspera, deu a resposta mais uma vez. É impressionante como a Seleção joga bem cada vez que seu treinador está na berlinda.Não gostei da escalação de Felipe Melo, algo exagerado quando sabemos que Lucas também atua no futebol europeu. Mas Elano é mérito todo de Dunga. É titular de quase todo o 'mandato' do treinador e vem correspondendo. Joga solto, feliz, determinado. Robinho, o outro ícone dessa era, só ficou fora de um jogo. É titular absoluto e merece a confiança.
Sobre Felipão, fico com o colega Cosme Rímoli. Em seu blog no Uol, fez ótima conjectura sobre o afastamento de Scolari e Ricardo Teixeira.
Aproveitando: de olho no jogo, no trabalho, surgiu a discussão pró e contra Robinho. Uns o acham bad boy, inconstante. Outros, como eu, aplaudem a arte, a molecagem. Ele não frequenta minha casa, pouco me interessa sua vida extracampo. Para evitar contradição, lembro que há dias postei que ele precisa se cuidar para não deixar os polêmicos tabloides ingleses destruírem sua carreira. Isto é, para continuar fazendo jogadas como as de hoje. E o que foi aquela tabela com o Ronaldinho?! Viva o futebol brasileiro!!!
Foto: reprodução GloboEsporte.com (EFE)
bye, bye, phill
Sem emprego, mas R$ 25 milhões mais rico
Segundo o jornal inglês Daily Mirror, a compensação financeira pela quebra do contrato de três anos do Chelsea com Luiz Felipe Scolari rendeu ao treinador brasileiro 7,5 milhões de libras (cerca de R$ 25 milhões).
Cronistas já especulam a dificuldade da língua como grande empecilho no trabalho de Felipão, reconhecidamente bom de papo para formar suas "famílias". De qualquer forma, foi pioneiro na Inglaterra e tem mercado na Europa. Dificilmente volta ao Brasil nesse momento, ainda mais com o padrão salarial que alcançou (vide indenização).
Numa dessas, Zico, que não se acanha em contar com tradutores, levou o Japão a uma Copa do Mundo, classificou os turcos do Fenerbahçe para as quartas-de-final de uma Champions, ganhou títulos inéditos no Uzbequistão e hoje está no maior clube russo. Comendo pelas beiradas do Velho Mundo, o Galinho vai subindo degraus.
Foto: reprodução Daily Mirror
Segundo o jornal inglês Daily Mirror, a compensação financeira pela quebra do contrato de três anos do Chelsea com Luiz Felipe Scolari rendeu ao treinador brasileiro 7,5 milhões de libras (cerca de R$ 25 milhões).Cronistas já especulam a dificuldade da língua como grande empecilho no trabalho de Felipão, reconhecidamente bom de papo para formar suas "famílias". De qualquer forma, foi pioneiro na Inglaterra e tem mercado na Europa. Dificilmente volta ao Brasil nesse momento, ainda mais com o padrão salarial que alcançou (vide indenização).
Numa dessas, Zico, que não se acanha em contar com tradutores, levou o Japão a uma Copa do Mundo, classificou os turcos do Fenerbahçe para as quartas-de-final de uma Champions, ganhou títulos inéditos no Uzbequistão e hoje está no maior clube russo. Comendo pelas beiradas do Velho Mundo, o Galinho vai subindo degraus.
Foto: reprodução Daily Mirror
9 de fev. de 2009
constatações
Eles estão muito bem
Algumas rodadas depois, já dá para comemorar bons nomes do início da temporada. Uns repetindo o ótimo 2008, outros se recuperando, outros, ainda, surpreendendo:
HERNANES: é o melhor jogador em atividade no Brasil. No nível dele, na meiuca, Ramires também continua jogando o fino. E está cheio de personalidade. Perguntado se o gol no Botafogo-SP foi o mais bonito de sua carreira, disse que "por enquanto é". Mandou bem.
RICHARLYSON: se jogar o arroz-com-feijão desse início de temporada, não há como Muricy tirá-lo do time titular. Tem impulsão impressionante para cortar de cabeça os lançamentos pelo alto, é bom marcador e recuperou a qualidade no passe. Excelente volante pela esquerda, melhor ainda como terceiro zagueiro. Só não pode atuar na ala.
VICTOR SIMÕES: gosto muito de ver centroavante canhoto. E que canhota! Todos esperam que Reinaldo arrebente e é o camisa 9 no Fogão que balança as redes. De muito vigor físico, pode ser uma das gratas surpresas de 2009.
PALMEIRAS: para os que desconfiam que Luxemburgo tem ciúme da badalação sobre Muricy, parece que ele está dando a resposta. Afinal, todas as contratações, que se encaixaram perfeitamente no time, têm seu envolvimento. O Verdão está jogando fácil, veloz. Marquinhos corre mais que Kléber Gladiador. Pablo Armero ganha fácil de Leandro na corrida. A versão 2009 trucidaria o campeão paulista de 2008. Principalmente porque tem Keirrison.
Algumas rodadas depois, já dá para comemorar bons nomes do início da temporada. Uns repetindo o ótimo 2008, outros se recuperando, outros, ainda, surpreendendo:
HERNANES: é o melhor jogador em atividade no Brasil. No nível dele, na meiuca, Ramires também continua jogando o fino. E está cheio de personalidade. Perguntado se o gol no Botafogo-SP foi o mais bonito de sua carreira, disse que "por enquanto é". Mandou bem.
RICHARLYSON: se jogar o arroz-com-feijão desse início de temporada, não há como Muricy tirá-lo do time titular. Tem impulsão impressionante para cortar de cabeça os lançamentos pelo alto, é bom marcador e recuperou a qualidade no passe. Excelente volante pela esquerda, melhor ainda como terceiro zagueiro. Só não pode atuar na ala.
VICTOR SIMÕES: gosto muito de ver centroavante canhoto. E que canhota! Todos esperam que Reinaldo arrebente e é o camisa 9 no Fogão que balança as redes. De muito vigor físico, pode ser uma das gratas surpresas de 2009.
PALMEIRAS: para os que desconfiam que Luxemburgo tem ciúme da badalação sobre Muricy, parece que ele está dando a resposta. Afinal, todas as contratações, que se encaixaram perfeitamente no time, têm seu envolvimento. O Verdão está jogando fácil, veloz. Marquinhos corre mais que Kléber Gladiador. Pablo Armero ganha fácil de Leandro na corrida. A versão 2009 trucidaria o campeão paulista de 2008. Principalmente porque tem Keirrison.
7 de fev. de 2009
dupla ro-ro
Abstenho

O programa Esporte Espetacular, da TV Globo, está fazendo enquete sobre quem é (foi) melhor: Romário ou Ronaldo. Sou fã do Baixinho, mas respeito demais o Fenômeno. Então, minha opinião está contaminada. Como deverá estar a da maioria. Concluindo: a votação não é sobre habilidade no futebol, mas para ver quem tem mais fãs.
Fotomontagem: reprodução Globo.Esporte.com

O programa Esporte Espetacular, da TV Globo, está fazendo enquete sobre quem é (foi) melhor: Romário ou Ronaldo. Sou fã do Baixinho, mas respeito demais o Fenômeno. Então, minha opinião está contaminada. Como deverá estar a da maioria. Concluindo: a votação não é sobre habilidade no futebol, mas para ver quem tem mais fãs.Fotomontagem: reprodução Globo.Esporte.com
4 de fev. de 2009
rabugento
Entendo Muricy, mas não aprovo
Não é necessário repercutir o fato. Todos souberam do show de mau humor de Muricy Ramalho após a derrota do São Paulo para o Santo André.
Eu o entendo. Melhor treinador do Brasil hoje, está num nível de compreensão do que o cerca que sabe que nós da imprensa esportiva seguimos um ritual cíclico. Ganha, é exaltado. Ele, especialmente, foi o xodó em dezembro e aproveitou-se da superexposição. Repetiu todas as respostas das entrevistas do penta, um ano depois, e todos publicamos como se fosse inédito. "Aqui é trabalho, meu filho", "Jogador do São Paulo não precisa de motivação, mas de cobrança", e por aí vai...
Entendo, mas não aprovo. Se Muricy sabe jogar o jogo da imprensa na alegria, deveria saber na tristeza também. Da mesma forma que é exaltado na vitória, precisa explicar a derrota, por mais óbvia que ela seja - isto é, um time jogou melhor do que o outro. Um torcedor do São Paulo não consegue enxergar que o pequeno Santo André jogou melhor - nunca enxergará. Se ele diz que jogador de time grande precisa saber lidar com pressão (porque ganha bem, come bem, tem estrutura), tanto mais seu treinador.
Foto: Wander Roberto/Vipcomm
Não é necessário repercutir o fato. Todos souberam do show de mau humor de Muricy Ramalho após a derrota do São Paulo para o Santo André.Eu o entendo. Melhor treinador do Brasil hoje, está num nível de compreensão do que o cerca que sabe que nós da imprensa esportiva seguimos um ritual cíclico. Ganha, é exaltado. Ele, especialmente, foi o xodó em dezembro e aproveitou-se da superexposição. Repetiu todas as respostas das entrevistas do penta, um ano depois, e todos publicamos como se fosse inédito. "Aqui é trabalho, meu filho", "Jogador do São Paulo não precisa de motivação, mas de cobrança", e por aí vai...
Entendo, mas não aprovo. Se Muricy sabe jogar o jogo da imprensa na alegria, deveria saber na tristeza também. Da mesma forma que é exaltado na vitória, precisa explicar a derrota, por mais óbvia que ela seja - isto é, um time jogou melhor do que o outro. Um torcedor do São Paulo não consegue enxergar que o pequeno Santo André jogou melhor - nunca enxergará. Se ele diz que jogador de time grande precisa saber lidar com pressão (porque ganha bem, come bem, tem estrutura), tanto mais seu treinador.
Foto: Wander Roberto/Vipcomm
2 de fev. de 2009
craque 90: renato gaúcho
De ponta a ponta
Já que vou falar dos anos 1990, permitam-me deixar de fora o glorioso período da carreira do ponta-direita Renato Gaúcho, que na década anterior conquistou a América e o mundo com o Grêmio e arrepiou pelo Flamengo, principalmente no Brasileiro de 1987 - a controversa Copa União.
No mesmo ano, ganhou a Copa do Brasil pelo Fla, ao lado do amigo Gaúcho - em uma das fotos ao lado, já jogador do Botafogo. No Alvinegro, chegou como supercraque, mas saiu pela porta dos fundos, com fama de rubro-negro, e foi para o Cruzeiro.
Ao contrário do ponta veloz e diblador do início da carreira, Renato aprendia a jogar mais perto do gol. Dessa forma, brilhou no time celeste na conquista da Supercopa da Libertadores 1992, em saudosa formação ofensiva com Boiadeiro, Betinho e Roberto Gaúcho - um dos melhores times que já vi jogar.

De volta à Gávea, outro timaço: com Gilmar Rinaldi, Marcelinho Carioca e Casagrande, perdeu a Supercopa para o São Paulo nos pênaltis. A exemplo de sua chegada no Botafogo, desembarcou no Atlético-MG, em 1994, como galático. E não só ele. Com os zagueiros Adílson Batista e Kanapkis (seleção do Uruguai), os meias Darci e Neto e ponta Éder Aleixo, formava a 'SeleGalo'. Frustração total: o Cruzeiro do menino Ronaldo ganhou o Estadual.
Aí, veio a redenção, novamente, no Rio. Pelo Flu, o famoso gol de barriga. O fim da fila de nove anos do Tricolor carioca, que renovou com Renato depois de ele posar com a camisa do São Paulo, em 1996.
O fim da carreira, claro, para terminar a década como começou, no Flamengo. De ponta a ponta. Na reserva, entrava e fazia uns golzinhos. Pesadão, divertia-se em apostas com Romário no futevôlei dos treinamentos. Ainda ameaçou uma volta ao Bangu, sem sucesso.
Para quem não viu - e não gosta do jeito falastrão do hoje treinador - ele podia se gabar como jogador. Conhecia o ofício.
Imagens: reprodução
Já que vou falar dos anos 1990, permitam-me deixar de fora o glorioso período da carreira do ponta-direita Renato Gaúcho, que na década anterior conquistou a América e o mundo com o Grêmio e arrepiou pelo Flamengo, principalmente no Brasileiro de 1987 - a controversa Copa União.Depois de frustrada passagem pela Roma, o boêmio jogador voltou para os braços do Cristo Redentor, ou melhor, para os braços da mulherada carioca. Não é só o time da capital italiana que traz más lembranças. A Copa do Mundo daquele país, em 1990, ficou marcada por um grupo desunido - e Renato foi um dos que ameaçaram sair no meio da competição por ser pouco aproveitado.
No mesmo ano, ganhou a Copa do Brasil pelo Fla, ao lado do amigo Gaúcho - em uma das fotos ao lado, já jogador do Botafogo. No Alvinegro, chegou como supercraque, mas saiu pela porta dos fundos, com fama de rubro-negro, e foi para o Cruzeiro.
Ao contrário do ponta veloz e diblador do início da carreira, Renato aprendia a jogar mais perto do gol. Dessa forma, brilhou no time celeste na conquista da Supercopa da Libertadores 1992, em saudosa formação ofensiva com Boiadeiro, Betinho e Roberto Gaúcho - um dos melhores times que já vi jogar.

De volta à Gávea, outro timaço: com Gilmar Rinaldi, Marcelinho Carioca e Casagrande, perdeu a Supercopa para o São Paulo nos pênaltis. A exemplo de sua chegada no Botafogo, desembarcou no Atlético-MG, em 1994, como galático. E não só ele. Com os zagueiros Adílson Batista e Kanapkis (seleção do Uruguai), os meias Darci e Neto e ponta Éder Aleixo, formava a 'SeleGalo'. Frustração total: o Cruzeiro do menino Ronaldo ganhou o Estadual.
Aí, veio a redenção, novamente, no Rio. Pelo Flu, o famoso gol de barriga. O fim da fila de nove anos do Tricolor carioca, que renovou com Renato depois de ele posar com a camisa do São Paulo, em 1996.
O fim da carreira, claro, para terminar a década como começou, no Flamengo. De ponta a ponta. Na reserva, entrava e fazia uns golzinhos. Pesadão, divertia-se em apostas com Romário no futevôlei dos treinamentos. Ainda ameaçou uma volta ao Bangu, sem sucesso.
Para quem não viu - e não gosta do jeito falastrão do hoje treinador - ele podia se gabar como jogador. Conhecia o ofício.
Imagens: reprodução
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craque 90
1 de fev. de 2009
copa 2014
Quero ver depois de março
As cidades-sede candidatas estão empenhadas, estendendo o tapete vermelho para a inspeção do pessoal da Fifa, prometendo tudo de bom e do melhor. Espero que tanto empenho continue com toda essa antecedência. Será uma vergonha nossos remendados estádios ganharem seus ajustes às vésperas da Copa das Confederações, em 2013.
Detalhe: acho que é o primeiro Mundial da história que construirá tão poucos estádios.
E ao contrário do que afirmou o presidente da CBF, o dinheiro público vai jorrar na organização. Que seja gasto com racionalidade e traga benefícios pós-Copa. Será que é querer demais?
Imagem: reprodução GloboEsporte.com
As cidades-sede candidatas estão empenhadas, estendendo o tapete vermelho para a inspeção do pessoal da Fifa, prometendo tudo de bom e do melhor. Espero que tanto empenho continue com toda essa antecedência. Será uma vergonha nossos remendados estádios ganharem seus ajustes às vésperas da Copa das Confederações, em 2013.Detalhe: acho que é o primeiro Mundial da história que construirá tão poucos estádios.
E ao contrário do que afirmou o presidente da CBF, o dinheiro público vai jorrar na organização. Que seja gasto com racionalidade e traga benefícios pós-Copa. Será que é querer demais?
Imagem: reprodução GloboEsporte.com
29 de jan. de 2009
resenha
O DVD do Romário

Comprei. Assisti. A exemplo do filme Pelé Eterno, está longe de estar à altura do personagem em questão, mas vale como documento, ficará bem guardado para relembrar tanto talento daqui alguns anos. O DVD Romário É Gol (Olhar Carioca Filmes, direção de Sidnei Loureiro Jr) reúne mais de 850 gols da carreira de Romário, divididos em blocos pelos clube em que atuou (Valencia-ESP, Miami-EUS, Sydney-AUS e jogos festivos reunidos em 'Outros'). O preço é acessível (paguei R$ 12,90 no Submarino, fora o frete), mas a divulgação tem sido pequena.
Como eu prefiro ouvir a má notícia antes da boa, vamos, primeiro, aos pontos negativos do DVD:
• parece que os gols foram tirados do You Tube, pois a qualidade da imagem da grande maioria deles é muito ruim. Chega a ser tosco 'embaçar' os selos do Sportv no canto da tela.
• a apresentação dos gols fica por conta do filho, Romarinho, e até me surpreendeu, pensei que seria pior. Mas ganharia muito mais credibilidade e dinamismo se feita por alguém do ramo.
• a ideia de trazer convidados (Eri Johnson, Gabriel Pensador, Evandro Mesquita) foi ótima, os caras mandaram bem, mas o texto era fraquinho...
Pontos positivos:
• a participação do parceiro Bebeto, de uma postura sensacional em mostrar seu carinho a Romário, enaltecer seu talento, mas sem esquecer de citar suas próprias virtudes na dupla. Faltou a sensibilidade dos idealizadores de filmar um bate-papo dos dois, finalizado por um abraço.
• apesar da má qualidade das imagens, a pesquisa impressiona pela quantidade de gols na passagem pelo futebol holandês.
• interessantes as intervenções de arte digital sobre os 11 gols preferidos do craque.
• e, claro, quando o Baixinho abre a boca, não tem pra ninguém! Língua afiada, rancor com Parreira e Zagallo, revelações de bastidores e a marra de sempre.
É interessante constatar as diferentes fases do goleador:
• o início no Vasco foi de um Romário veloz, vários gols em arrancadas, driblando o goleiro e já naquela época os biquinhos no canto esquerdo do goleiro.
• na Holanda, deitou e rolou em zagueiros duros, além de abusar do oportunismo dentro da pequena área. Lá, batia pênaltis também.
• no Barcelona, a arte em pessoa. Gols de quem pensa rápido. Finalizações de primeira, chutes por cobertura surpreendendo goleiros, sempre colocado na cara do gol por Laudrup ou Stoichkov.
• no Flamengo, voltou a cobrar (muitos) pênaltis e se consagrou nas fracas defesas dos clubes cariocas. Mas, não deixou de balançar as redes contra os grandes, principalmente sobre seu rival preferido, o Corinthians. Teve lampejos de velocidade.
• a partir do retorno ao Vasco, em 2000, apurou o posicionamento na grande área, para compensar a menor explosão. Preferiu esperar a bola a ir de encontro a ela. Mas sabia exatamente onde ela viria...
Romário tem razão. Papai do Céu olhou pra ele e disse: 'Você é o cara!'. Só esqueceu de completar '... na grande área'.
Imagens: reprodução

Comprei. Assisti. A exemplo do filme Pelé Eterno, está longe de estar à altura do personagem em questão, mas vale como documento, ficará bem guardado para relembrar tanto talento daqui alguns anos. O DVD Romário É Gol (Olhar Carioca Filmes, direção de Sidnei Loureiro Jr) reúne mais de 850 gols da carreira de Romário, divididos em blocos pelos clube em que atuou (Valencia-ESP, Miami-EUS, Sydney-AUS e jogos festivos reunidos em 'Outros'). O preço é acessível (paguei R$ 12,90 no Submarino, fora o frete), mas a divulgação tem sido pequena.
Como eu prefiro ouvir a má notícia antes da boa, vamos, primeiro, aos pontos negativos do DVD:
• parece que os gols foram tirados do You Tube, pois a qualidade da imagem da grande maioria deles é muito ruim. Chega a ser tosco 'embaçar' os selos do Sportv no canto da tela.
• a apresentação dos gols fica por conta do filho, Romarinho, e até me surpreendeu, pensei que seria pior. Mas ganharia muito mais credibilidade e dinamismo se feita por alguém do ramo.
• a ideia de trazer convidados (Eri Johnson, Gabriel Pensador, Evandro Mesquita) foi ótima, os caras mandaram bem, mas o texto era fraquinho...
Pontos positivos:

• a participação do parceiro Bebeto, de uma postura sensacional em mostrar seu carinho a Romário, enaltecer seu talento, mas sem esquecer de citar suas próprias virtudes na dupla. Faltou a sensibilidade dos idealizadores de filmar um bate-papo dos dois, finalizado por um abraço.
• apesar da má qualidade das imagens, a pesquisa impressiona pela quantidade de gols na passagem pelo futebol holandês.
• interessantes as intervenções de arte digital sobre os 11 gols preferidos do craque.
• e, claro, quando o Baixinho abre a boca, não tem pra ninguém! Língua afiada, rancor com Parreira e Zagallo, revelações de bastidores e a marra de sempre.
É interessante constatar as diferentes fases do goleador:
• o início no Vasco foi de um Romário veloz, vários gols em arrancadas, driblando o goleiro e já naquela época os biquinhos no canto esquerdo do goleiro.
• na Holanda, deitou e rolou em zagueiros duros, além de abusar do oportunismo dentro da pequena área. Lá, batia pênaltis também.
• no Barcelona, a arte em pessoa. Gols de quem pensa rápido. Finalizações de primeira, chutes por cobertura surpreendendo goleiros, sempre colocado na cara do gol por Laudrup ou Stoichkov.
• no Flamengo, voltou a cobrar (muitos) pênaltis e se consagrou nas fracas defesas dos clubes cariocas. Mas, não deixou de balançar as redes contra os grandes, principalmente sobre seu rival preferido, o Corinthians. Teve lampejos de velocidade.
• a partir do retorno ao Vasco, em 2000, apurou o posicionamento na grande área, para compensar a menor explosão. Preferiu esperar a bola a ir de encontro a ela. Mas sabia exatamente onde ela viria...
Romário tem razão. Papai do Céu olhou pra ele e disse: 'Você é o cara!'. Só esqueceu de completar '... na grande área'.
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